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A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou nesta quarta-feira, 14/10 uma decisão que, em abril, mandou soltar todos os presos do país que tiveram a liberdade condicionada ao pagamento de fiança, independente do valor ter sido pago.

As decisões foram motivadas pela pandemia do novo coronavírus. Em abril, o ministro relator Sebastião Reis Júnior já havia concedido o benefício a presos de todo o país. A determinação foi motivada por um pedido da Defensoria Pública do Espírito Santo.

Nesta quarta-feira, a Terceira Seção analisou o mérito da determinação de Reis Júnior e confirmou o teor da determinação. A decisão vale apenas para quem teve a liberdade condicionada ao pagamento de fiança, mas seguiu preso por não ter depositado o valor definido.

Nos casos de presos que estão cumprindo outras medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, por exemplo, a fiança fica cancelada e as demais medidas continuam valendo.

No voto, o ministro relator falou da superlotação do sistema prisional brasileiro e citou recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para a adoção de medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus.

O ministro disse ainda que o risco de contágio pela pandemia do novo coronavírus é semelhante em todo o país, “assim como o é o quadro de superlotação e de insalubridade dos presídios brasileiros, razão pela qual os efeitos desta decisão devem ser estendidos a todo território nacional”. O voto foi acompanhando por todos os integrantes da Seção, e o resultado, proclamado por unanimidade.

 

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