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A variante brasileira da Covid-19, chamada de P1, já foi detectada em diversos estados e municípios do Brasil. Com uma maior capacidade de transmissão, conforme apontam os estudos iniciais, a nova cepa apresenta também mutações que dão ao vírus a capacidade de fugir do ataque dos anticorpos, afetando a eficácia das vacinas, além de permitir reinfecções. Por isso, acende o alerta de especialistas para o surgimento de uma terceira onda de infecções no País.

No início da pandemia havia a ideia de que a Covid-19 atingisse de forma mais grave apenas os idosos e as pessoas com comorbidades, que são aquelas com outras doenças já existentes. No entanto o perfil das vítimas da doença mudou significativamente, atingindo muito mais jovens e pessoas de meia idade, mesmo as saudáveis, com idades entre 20 a 54 anos, de acordo com estudo do Instituto de Medicina Tropical da USP.

As pandemias têm esta característica, de não seguir um padrão, por isso, os resultados podem ser trágicos se não forem adotadas medidas urgentes para enfrentamento da doença, enquanto a população toda não for vacinada. É possível também, segundo cientistas, que as mutações sejam tantas, que será preciso reformular as vacinas e as doses serem tomadas todos os anos, assim como a vacina contra o vírus H1N1.

A variante P1 age de modo muito rápido quando chega ao organismo de uma pessoa que se infectou. Pacientes podem estar sem sintomas e evoluir subitamente para estado grave entre o quinto e o sexto dia de contato com a doença.

Por este motivo a orientação é: assim que apresentar os sintomas, o paciente deve rapidamente procurar ajuda médica. Quanto mais tarde, aumentam as chances de internação e por vezes intubação, precisando de um leito de UTI.

Por esses tantos motivos, os médicos fazem o apelo para que as pessoas mantenham o distanciamento umas das outras, não ficando coladas nas filas, nos ambientes de trabalho e mesmo nas famílias. Evitar o contato físico, preferir lugares ao ar livre, lavar as mãos com frequência e usar máscara sempre, de preferência a PFF2 KN95, que tem 5 camadas e são mais eficazes para conter essa perigosa variante chamada de P1.

 

 

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